Ao "PEQUENO" GRANDE 138
Vejam só, o tempo voa!
Outro sexagenário
Tá fazendo aniversário.
Dizem que é gente boa.
Bem merece nossa loa!
Dos amigos, bem chegado
Nunca se fez de rogado
Sempre alerta no fazer,
Ajudando com prazer,
Quem tivesse do seu lado!
Êta cabrinha danado!
Esse tal de José Júnior.
Hoje é um José Sênior!
Dando exemplo arretado
No correr pra todo lado
Mundo a fora em Maratona
Que nunca chegou em “fona”.
É do meio para frente.
E poeira muita gente
Já comeu da sua lona!
No Colégio Militar
Era o cento e trinta e oito
Estudante bem afoito
Não tinha medo de nada
Nem de pular da escada.
Pendurado pela perna
Era grande a baderna.
Na janela balançando
Todo mundo cutucando
O “menino” da caserna!
E agora já Cadete
De repente o menino
Já traçando seu destino
Estudando pra cacete,
Foi ficando um “porrete”.
O franzino engrossara
Desportista se tornara
Começou pára-quedista
A seguir maratonista
Sua vida já mudara!
No comando de quartel
Foi “bacana” o bom soldado
Pois com todos era dado
Fez amigos a granel
E cantou como Gardel!
Seresteiro de escol
Botou fogo no paiol
Cantando feito cantor
Voz “puxada” de tenor
Só perdia pro Rayol!
Mas tem uma vou lembrar!
Viajante solitário
Veio aqui ser solidário,
A família visitar,
E a saudade matar!
De Brasília a Fortaleza
Viajona: Que é beleza!
O cento e quarenta e sete
Que não era nem charrete
Enfrentou-a com braveza!
Pimentel oficial
Encontrou na rodovia
Querendo fazer folia
Um senhor policial.
Sabe qual foi o final?
Pra acabar com a besteira
Repuxando da carteira
Mostrou sua identidade
E diante da "verdade"
Foi aquela tremedeira!
Terminar pelo começo
É assim que vou fazer
Mode eu não esquecer!
Pode dar até "trupeço",
Ou mudança de endereço,
Mesmo assim eu vou dizer:
Pois pra mim é um prazer
Falar deste Pimentel
Dentro e fora do quartel
Um amigo pra valer!
Faço destes “versos” minha singela homenagem em nome daqueles a quem Você, de forma desprendida e despretensiosa, dedicou sua vida, com sincera amizade e companheirismo sem par! 192=BAZUKA (Nemésio Prata Crisóstomo)