Saudades eternas do tio Geraldo.
Depois de tantos anos
E de tantos desenganos
Eu voltei ao Ceará
Fui rever minha terrinha
Ver a cova da irmãzinha
Que um dia eu deixei lá
Mas está tudo mudado
Até o meu roçado
Já se acabou
O meu pé de Juazeiro
Que era lindo e tão brejeiro
O tempo já levou (2x)
Minha casa que era bela
Já não tem mais nem janela
Até um lado já caiu
A sua frente caiada,
Sua sala tijolada,
Tudo isso já sumiu
Mas eu pisei no seu chão
Tirei foto do fogão
E de tudo o que restou
Para ficar de lembrança
De quando eu era criança
Belo tempo que passou (2x)
Fiquei entristecido
Porque nada é parecido
Que saudade de lascar
Ai meu Deus eu não aguento
Cadê o meu jumento
Pra no lombo dele andar? (2x)
Pra no lombo dele andar
Pra no lombo dele andar...
(Letra: Geraldo Pimentel, o tio que é fotógrafo, que anda sempre de saco plástico na mão, que foi na formatura do sobrinho e quis se jogar de cima da platéia por não conseguir vê-lo direito, que balançou o "gogó" de um juiz de Direito de Cascavel-PR enquanto este cantava, que quis entrar de bermuda no quartel, que é um artista, um personagem indescritível e amado por todos nós)